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Mídia em Foco se debruça sobre o fenômeno das novelas no país

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Acompanhar novelas é um dos hábitos mais arraigados no povo brasileiro. Sua origem remonta ao folhetim, narrativa literária seriada que surge no século 19 na França, com o objetivo de fidelizar os leitores de jornais. A criação dos ganchos dramáticos, despertando o interesse do público para o próximo capítulo é um marco dos folhetins. Nos anos 1930 o romance folhetinesco chega ao rádio, e a radionovela toma forma em Cuba e no México. Mas foi na televisão que as novelas encontraram seu parceiro ideal. 

“Faraway Hill” é considerada a primeira telenovela da história. Produzida por David P. Lewis, foi ao ar nos Estados Unidos em 1946. No Brasil, o marco inicial das novelas na televisão foi a estreia, na TV Tupi, de “Sua vida me pertence”, de Walter Forster, em 1951. Nesse período, as telenovelas brasileiras não eram diárias, as novelas de rádio ainda faziam sucesso e surgiam as fotonovelas. 

Desde os anos 1970 as telenovelas se consolidaram como um produto audiovisual de grande audiência. “Selva de Pedra”, “Roque Santeiro” e “Vale Tudo” chegaram a marcar cem pontos nos índices do Ibope. Hoje, a audiência está mais fragmentada e raramente uma novela ultrapassa os quarenta pontos. Apesar da queda de público, o Brasil ainda é reconhecido como o melhor produtor de novelas do mundo.

Participam deste episódio:

Esther Hamburger, professora da Escola de Comunicação e Artes da USP. 

Mauro Alencar, pesquisador de novelas e consultor da TV Globo. 

Nilson Xavier, crítico de televisão e autor do “Almanaque da Telenovela Brasileira”.

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